Ele lá, eu cá.
Ceia de Natal é uma coisa meio inegociável nas respectivas famílias e não dá para atendermos às duas.
Dividir para conquistar, é o segredo.
E responder todas as perguntas de todos os parentes do porquê o outro não veio.
E, no meu caso, assegurar a todos que no almoço do dia 25, pelo menos, o Fá estará lá.
Véio Dédis levou vinho. Abracei uma garrafa para chamar de minha e me dediquei a ela.
Sei lá. Não tava descendo muito redondo, sabe? E, olha, não sou enóloga. Em ocasiões festivas, especialmente aquelas que envolvem mais de três membros da família ao mesmo tempo, sou super favorável a tomar qualquer vinho. Qualquer um mesmo.
Não era uma questão de paladar. Sei lá. Só não tava fazendo o efeito desejado. Nada de felicidade etílica para mim. Só mau humor temperado por sarcasmo, como se não houvesse amanhã. Maldita TPM!
Meia noite. Feliz Natal, pessoal. Ligação do Fá. Entre desejos de felicidades, perguntas sobre a ceia e as respectivas famílias, faço um pedido.
"Antes de vir amanhã, me traz um exame de farmácia. Não aguento mais essa TPM".
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