segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Talvez tenha sido a perspectiva de encher a cara de Omeprazol na ceia de Natal, ou uma premonição e também déjà vu sobre botar para fora todas as delícias natalinas que me fez achar estranha aquela azia toda.

Azia é uma coisa relativamente comum para quem tem gastrite. Ou para quem está volta e meia de ressaca.

A gente meio que desenvolve um relacionamento. Passa a conhecer os soluços, os arrotos, a queimação. Sabe que bate normalmente quando o estômago está vazio, ou quando comemos rápido demais.

Por isso não tava fazendo muito sentido aquela azia never ends. De manhã... burp! À tarde... burp. À noite... burp! Eu tava arrotando até em sonho!

Definitivamente, aquilo estava parecendo cada vez menos gastrite. 

E minha TPM estava ficando cada vez pior, mais forte e mais estranha.

Numa noite de ócio, entre um post mequetrefe do Facebook e um burp e outro, recorri ao oráculo moderno, pensando em algo um pouco mais dramático que uma gastrite. Uma úlcera.

Só azia me trouxe cem milhões de resultados possíveis e resolvi somar os sintomas todos para ver o que dava.

Barra de busca do Google: azia + prisão de ventre + cansaço + dor no corpo + seios inchados.

Em 0,50 segundos, o Google me apresentou 115.000 respostas. 

Eu não chequei todas. A partir do terceiro resultado, meu cérebro entrou em estado de negação.

GRAVIDEZ.

Só podia ser por causa dos "seios inchados". Excluí. 

120 mil resultados. GRAVIDEZ.

Vamos tirar esse "dor no corpo" daí. 

326 mil resultados... GRAVIDEZ, de novo?! Mas, que porra?! 

A exclusão de "cansaço" só trouxe 90.700 resultados. Não contei. Ouso dizer que 90 mil continham a palavra GRAVIDEZ ou uma de suas variantes.

"Fá, o Google tá dizendo que eu tô grávida!"

"Será?"

"Tô nada! Esse Google não sabe porra nenhuma!" 

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