segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

"Crescei e multiplicai-vos", disse deus (acho que foi ele, meus conhecimentos bíblicos não são dos melhores).

E, a partir daí, supostamente, o sonho máximo de toda mulher passou a ser um só: garantir a vontade de deus através da bendita maternidade.

Ninamos bonecas, as chamamos de filhas, somos ensinadas (ou agimos de acordo com nossa natureza?) a cuidar. Uma vida se preparando para gerar outra.

Aos dez anos, às vezes, já sabemos quantos filhos teremos e quais os seus nomes.

Aos quinze, com sorte, saberemos que ter um filho chamado Guaxupé talvez não seja tão legal quanto parecia na nossa tenra infância.

Aos 30 estamos desesperadas atrás de um parceiro (é o que eles pensam... e algumas de nós realmente estão) apto/digno a reproduzir a espécie conosco.

Aos 32 começam a soar as badaladas condenatórias à solidão e esterilidade na cabeça de boa parte daquelas que ainda não têm filhos.

Aos 35 se é um caso perdido, e se começa a torcer por sobrinhos... 

Enfim, passamos boa parte da vida ansiando pelas maravilhas da maternidade. A glória de dar a luz. De gerar um vida. A benção de ser mãe.

Esse estado que nos equipara a deus.

Mas, e se você, criatura feminina original, achou deus muito mandão, o mundo muito cheio (e muito louco) e disse "não, não quero filhos"?!

Eu sou essa garota. 

Ou era.

E sobre o como eu fui aquela garota e deixei de ser é esse blog. E sobre como é virar mãe... ou tentar, pelo menos.

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