segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Quando você virou mocinha (menstruou pela primeira vez), tua mãe (ou tia, avó, professora, amiga de escola... e até seu pai, de repente) teve com você aquela conversa sobre sexo, gravidez, blá, blá, blá.

Essas conversas normalmente não são fáceis para ninguém, então você deve se lembrar mais ou menos dela até hoje. Ainda que ela tenha ocorrido há séculos.

Uma das coisas que te falaram foi que, uma vez que você passou a menstruar, poderia engravidar.

E logo, logo, você soube que o atraso ou ausência de menstruação eram um sinal de gravidez.

Ah, as reguladas desse mundão de meu deus! Quanta aflição se o bendito chico não chegasse exatamente às 14.38 do dia 17 de cada mês!

Ah, as desreguladas, pobrezinhas! Um eterno suspense a partir do minuto seguinte a qualquer transa desprotegida... 

Eu nunca regulei bem. Nem da cabeça, nem do útero.

Depois de 22 anos vivendo com um francisco inconstante, não é qualquer atrasinho, ou atrasão, que me bota ansiosa.

Menos motivo tive, então, se não houve atraso de nenhum tipo.

Se, a contrariar a própria natureza pouco inglesa de sua hóspede, chico chegou adiantado. Um dia ou dois, para não levantar alarde.

Pois é, final de novembro, eu menstruei. Qualquer apreensão que pudesse existir, foi-se embora com o ciclo do mês.

Bendito, Francisco! 

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